QUEM SOMOS / HISTÓRIA



QUEM SOMOS

       A Estrada de Ferro Perus-Pirapora é a primeira ferrovia integralmente tombada como patrimônio histórico e cultural no Brasil. Localiza-se nos municípios de São Paulo e Cajamar, e é a última ferrovia de bitola reduzida do pais, de apenas 60 cm. Preserva todo o seu parque de material rodante, com 20 locomotivas a vapor e mais de 130 carros e vagões, assim como a sua linha-tronco, em meio a uma paisagem natural surpreendente.
    O Instituto de Ferrovias e Preservação do Patrimônio Cultural – IFPPC – é uma associação sem fins lucrativos, dedicada à preservação e revitalização da E. F. Perus-Pirapora, que atua com base no trabalho voluntário dos seus associados e por meio de parcerias com empresas e instituições conscientes e comprometidas com a sua responsabilidade social.

COMO TRABALHAMOS


    O IFPPC é comodatário da E. F. Perus-Pirapora, incluindo 15 km de linhas férreas e todos os veículos ferroviários. Elaborou um amplo Plano Diretor, composto de projetos específicos, para a restauração do seu extraordinário acervo histórico-tecnológico e reativação da ferrovia para fins educacionais e turísticos, e elabora projetos de resgate ambiental da região e de promoção social. Atualmente buscamos novos parceiros, para projetos inéditos de alta significância e visibilidade.
     Nossas ações são impulsionadas com base no trabalho voluntário dos Diretores, associados de diversas categorias, com destaque para os amigos da ferrovia e os colaboradores, ativistas e preservacionistas. 
        O apoio de micro e pequenos empresários das regiões dos bairros de Perus e Pirituba, além das cidades de Caieiras e região, tem sido fundamental para o avanço dos trabalhos, através da doação de materiais e da divulgação do projeto de recuperação.
         Já contamos também com o apoio pontual da Natura e da Votorantim Cimentos, em ações relacionadas a recuperação parcial do acervo, em áreas com interface imobiliária junto a essas empresas, a quem agradecemos pela parceria, que promete novos desdobramentos futuros.
        Além disso, parcerias firmadas no âmbito do Programa "+Q2Museus" têm sido fundamental para o avanço dos trabalhos. Com o apoio da MINF e da Procuradoria do Trabalho foi possível avançar nos estudos e projetos de engenharia e arquitetura, exigidos para a revitalização do patrimônio. Com isso, em breve contaremos com os projetos incentivados pelas Leis federais e estaduais de incentivo, o que permitirá o abatimento das doações no Imposto de Renda e no ICMS, facilitando a conquista de novos e fundamentais apoios para a revitalização do patrimônio.

Voluntário do IFPPC é premiado em congresso Metro-Ferroviário

        Tecnólogo em formação pela Fatec do Tatuapé, Rodrigo Lopes Leste foi um dos pesquisadores homenageados no Congresso Metro-Ferroviário promovido neste mês de setembro pela Associação dos Engenheiros da CPTM e do Metro de São Paulo pela qualidade do trabalho de pesquisa apresentado que teve como tema a recuperação da Ferrovia Perus Pirapora.
             Rodrigo ficou em 3º lugar, tendo concorrido na avaliação com centenas de outros estudantes e pesquisadores.
           Nos últimos 2 anos a Perus Pirapora tem recebido um gratificante envolvimento de professores e alunos da Fatec do Tatuapé, que já deixaram trabalhos de grande utilidade para o projeto de revitalização, como os estudo de recuperação da Plataforma Ferroviária, do TCC dos Tecnólogos Marcos Pierin e Anderson Furlan, que tem sido de grande utilidade como material de consulta e orientação dos trabalhos, além, é claro, do engajamento desses profissionais como voluntários e colaboradores..
           Outros alunos e ex-alunos dessa unidade da Fatec que também tem ganhado destaque é o Robson e a Raquel Ferreira. Esta última teve publicado menção sobre trabalho realizado na Perus Pirapora em veículo acadêmico. Robson tem ajudado em pesquisas documentais e arqueológico industriais de grande importância.
                As ETEC's também tem sido chamadas a colaborar, como a ETEC de Caieiras, que possui curso de Técnico em Segurança do Trabalho, que estuda realizar trabalho de campo para fazer um laboratório de levantamento de mapa de riscos ambientais, através dos alunos, orientados pelos professores, para melhorar a proteção de visitantes e trabalhadores da EFPP.

Rodrigo Lopes, Raquel Ferreira, Gerson Justino e a equipe de Bombeiros Civis
da EFPP - Voluntariado e Profissionalismo em ação 
A Prof. Joze na coordenação da Cantina Experimental - Apoio aos Visitantes












                Estes são nossos ilustres e dedicados voluntários e valiosos colaboradores. Gratidão e Parabéns!!!
























NOSSA HISTÓRIA

A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA E SOCIAL DA E. F. PERUS-PIRAPORA


A Estrada de Ferro Perus-Pirapora foi inaugurada em 1914, destinando-se inicialmente ao transporte de cal produzida na região de Santana do Parnahiba, hoje Cajamar. Porém, em 1926 passou a integrar o complexo minerador e industrial estabelecido pela Companhia Brasileira de Cimento Portland Perus, suprindo de matéria-prima a primeira fábrica de cimento do Brasil.

Fornos de Cal de Gato Preto, Santana de Parnahyba, atual Cajamar.

Vila Operária junto à fabrica da Cal na vila de Gato Preto, Santana Parnahyba, atual Cajamar.

Parte das Oficinas de Manutenção da EFPP no Gato Preto

Com pouco mais de vinte quilômetros de extensão, ligava a estação Perus da antiga São Paulo Railway (posterior Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, atual CPTM) e o atual município de Cajamar, construída segundo as antigas técnicas de engenharia para ferrovias leves, usando a bitola de 60 centímetros. A licença para a construção da ferrovia previa um trajeto até a cidade de Pirapora do Bom Jesus, que nunca foi concluído.

Durante os setenta anos em que trabalhou ininterruptamente, constituindo-se num elemento expressivo da época de industrialização e urbanização do pais, a bitola em que operava foi sendo rapidamente abandonada em todo o mundo, encerrando-se também a fabricação de material rodante para ela.

Tornando-se a última ferrovia no país a operar naquela bitola, a Perus-Pirapora comprou material usado das similares que se extinguiram, reunindo a mais variada coleção de locomotivas a vapor de pequeno porte de todo o mundo. Este acervo, cuja data de fabricação varia desde 1891 até 1945, apresenta uma extraordinária amostragem da evolução tecnológica de diferentes países.
Locomotiva carregada de pedra calcário passando pela Vila Triângulo - Década de 70

Locomotiva carregada de argila com destino à Fábrica de Cimento - anos 70

Trem "M" com calcário e passageiros com destino à Fábrica Cimento e Vilas Operárias 
Desta forma, preserva a memória das dez ferrovias paulistas onde se abasteceu de material usado, e da época de modernização da cidade de São Paulo. Guarda elementos de grande afeto popular, como locomotivas do antigo Tramway da Cantareira - o conhecido “Trem das Onze” – e outros de importante significado histórico, como a primeira locomotiva projetada e construída no Brasil, e duas máquinas em que Alberto Santos-Dumont desenvolveu o seu interesse pela mecânica, entre vários outros. Muitos dos exemplares nela existentes são únicos no mundo.
Reportagem da Vejinha - 2014

Uma das versões do Carro de fabricação Belga, que pertencera à Santos Dumont
Para além da importância histórica, desde que foi desativada e imediatamente tombada pelo CONDEPHAAT em 1983 ela garantiu a preservação de uma gigantesca área de vegetação, criticamente localizada na mata ciliar do vale do Rio Juqueri e vizinha à reserva florestal do Parque Anhanguera.

Finalmente, a expansão urbana aproximou da Perus-Pirapora as periferias e os seus problemas sociais, mas também lhe dá a oportunidade de se tornar um centro de difusão cultural e lazer instrutivo para toda a população.

Esta é a essência do projeto do Instituto de Ferrovias e Preservação do Patrimônio Cultural.




O traçado original da Estrada de Ferro Perus-Pirapora. Notar que as suas linhas férreas sempre acompanham cursos d´água, o que lhes dá uma paisagem privilegiada e as torna vetor de preservação deles e da respectiva mata ciliar.

6 comentários:

  1. Boa noite, faço parte do BMF - Boletim Metroferroviário, estamos interessados em fazer uma matéria sobre a EFPP e o trabalho que está sendo realizado na mesma e gostaríamos de saber se poderíamos contar com o apoio e autorização de vocês. Favor responder com uma mensagem na página citada no fim deste comentário.

    Fico no aguardo, Alexandre - BMF.

    www.facebook.com/boletim.metroferroviario

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  2. Boa tarde a todos, gostaria de saber se existe algum mapinha/projeto mostrando como seria a extensão da linha até Pirapora?

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    1. Saviano, existe um desenho de um traçado geral, mas não é exatamente um projeto, e muito menos uma proposta exequível. Como se sabe, os construtores da Perus-Pirapora inicialmente pediram licença para construir uma ferrovia somente até Água Branca, atual Cajamar, apenas para transportar calcário. O governo negou a licença, por não ver utilidade social no traçado proposto. Eles então modificaram e reapresentaram o projeto, estendendo a linha até Pirapora, o que teria utilidade social por ligar aquele importante santuário à linha da São Paulo Railway, que passava por Perus. Mas nunca tiveram a intenção real de construir a linha completa; fizeram um "ramal" alcançando a suposta linha-tronco no meio do trajeto e a EFPP passou toda a sua vida transportando calcário, como eles pretendiam. O perfil do terreno entre aquele ponto e Pirapora tornaria a construção quase impossível, ao menos com os recursos financeiros e técnicos de que eles dispunham. Julio Moraes.

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  3. O avô da minha ex-esposa, Sr. Miguel Qualtieri, foi por muitos anos funcionário da estrada de ferro ele era maquinista, morou a vida toda em Perus e faleceu a cerca de 10 anos aos 85 anos. Robson Othero

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  4. O avô da minha ex-esposa, Sr. Miguel Qualtieri, foi por muitos anos funcionário da estrada de ferro ele era maquinista, morou a vida toda em Perus e faleceu a cerca de 10 anos aos 85 anos. Robson Othero

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    1. Oi seu Robson. Entre em contato conosco e saiba como você pode ajudar a preservar esta importante memória. Contate-nos: 11-4442.2012.

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